Coronavirus

“Não existe vacina democrática e vacina comunista”, diz Rui Costa ao criticar Anvisa por lentidão na aprovação dos imunizantes

O governador da Bahia Rui Costa (PT) foi o entrevistado do apresentador Datena, na Rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira (7) e, entre outros assuntos, voltou a cobrar celeridade do Ministério Público e da Anvisa na aprovação das vacinas contra o coronavírus e a criação de estratégias e logística para a imunização da população brasileira.

“Ja deveriam ter tido reuniões entre o Ministério da Saúde e as secretarias municipais e estaduais para, quando a Anvisa aprovar as vacinas, se ter uma logística na fase de aplicação do imunizante”, disse. Rui ainda disse que “a Anvisa tem de tratar com absoluta prioridade e urgência a análise das diversas vacinas”.

Quanto aos insumos necessários à aplicação das doses na população, o petista lembrou que é importante ter uma estratégia criada, que envolve se pensar na quantidade de seringas disponíveis e em estoque, principalmente. “Na Bahia, nós já estamos preparando as condições de logística para o recebimento das vacinas, com a compra dos freezers abaixo de 70ºC, para o armazenamento dos frascos”, disse.

Apesar disso, Rui Costa frisou que não há seringas produzidas que sejam suficientes para toda a humanidade. “Entre 30 e 40 dias, eu acredito que já tenhamos as vacinas aprovadas para dar início à fase de aplicação. E isso vai ser essencial a todos os países, porque, uma população não vacina pode trazer impactos econômicos sérios”.

O governador explicou que, na China, já há vacina disponível a quem sai ou entra no país. “Logo, logo os países vão exigir que a entrada de pessoas se dê mediante a vacinação. E é preciso que o agronegócio brasileiro tome cuidado, porque estão descobrindo em embalagens e congelados o vírus, o que pode levar a embargos a produtos brasileiros”, reforçou.

Para tanto, Rui Costa pediu, novamente, que a política seja deixada de lado e que o Poder Público se preocupe com a saúde da população. “Falar sobre especificidades das vacinas deveria ser atribuição de médicos e cientistas. Aos políticos, cabe apenas tomar decisões no momento adequado para garantir agilidade de acesso ao imunizante pela população. Não existe vacina democrática e vacina comunista”, concluiu.

 

Fonte: BNews

 

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