Comunidade

Jovem de 15 anos é executado no bairro da Santa Cruz e família acusa a PM

A família de um adolescente acusa a Polícia Militar pela morte de Jeferson Ferreira, de 15 anos e pede uma investigação sobre as circunstâncias da morte, ontem domingo (2), durante uma operação da PM, na Rua do Oriente em Santa Cruz.

Os familiares ficaram algumas horas sem saber o paradeiro do garoto, e afirmam que só depois foram informados de que ele estaria no hospital geral do estado (HGE), onde foi encontrado já sem vida.

A mãe do adolescente, Viviane Ferreira diz que, por volta das 14h30, recebeu uma ligação em seu trabalho, avisando que o seu filho estaria dentro de uma casa cercada por policiais do batalhão do Choque, e a PM teriam invadido a casa onde Jeferson se encontrava. Segundo a mãe do jovem, os policiais bloquearam o acesso ao local, e atirou bomba de gás contra pais, mães de famílias, proibido a proximação das pessoas. “Eles tiraram a vida de meu filho a sangue frio e depois arrastou o meu filho como se fosse um animal, pior que um cachorro. Queremos justiça à morte do meu filho não pode ficar impune, como a vida de muitos jovens. Eu quero justiça, o meu filho não estava armado, ele simplesmente correu como todo mundo corre quando ouvi tiros. A policia só chega atirando e não quer nem saber que tem cidadão, para a policia todo mundo que mora no Nordeste de Amaralina é traficante, e não existem pessoas de bem”, disse a mãe ao União Notícias.

“o meu neto Jeferson era um menino bom, tava estudando mais por conta da pandemia ele parou de estudar, no dia do acontecimento ele estava com o cachorro dele passando pelo local quando ele ouviu disparos de arma de fogo assustado ele procurou uma residência para se abrigar.” Eu recebi uma ligação dizendo que meu neto estava dentro de uma casa e que os policiais não deixaram as pessoas se aproxima para salvar do meu neto. eles jogaram uma bomba pra dispensar as pessoas. ” EU faço um apelo para o governador Rui Costa que prepare mais os polícias militares que adentram as comunidades atirando não respeita pai e mãe de família das comunidades periféricas. Eu fui mais uma avó que perdi o meu neto inocente para polícia. Eu peço a Deus justiça por que a dele não falha”, falou a avó, dona Tânia.

“Eles entraram na casa chutando tudo, fazendo tortura psicológica com quem estava na casa e depois atirou no adolescente de maneira cruel”, enfatizou uma moradora que não quis se identificar.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar confirmou que houve uma operação policial na região, e informou que houve confronto entre suspeitos com equipes do Batalhão de Choque, um PM da Patamo acabou atingido na perna, foi hospitalizado e não corre risco de morte, na ocasião dois indivíduos se rederam e foram presos, após fazerem família de refém.

Ainda de acordo com PM, pouco depois da liberação, um barulho suspeito foi ouvido, em outra casa, na mesma área. Durante cerco, os outros dois traficantes que participaram do confronto com o Choque atiraram novamente e tentaram fugir pelos fundos. Ambos foram atingidos e socorridos para o Hospital Geral do Estado (HGE). A PM não se manifestou sobre a morte do adolescente.

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