Comunidade

Família acusa PM de matar adolescente de 12 anos que era hiperativo; corporação nega

Parentes do adolescente Micael Silva Menezes, de 12 anos, baleado na noite deste domingo (14), quando passava no local, conhecido como rua do Santo André, no Vale das Pedrinhas em Salvador, acusa policiais militares de terem matado o menino que sofria de transtorno psicológico, causado pela Hiperatividade.
“Foi o filho de um trabalhador, tá? Ele é era um adolescente hiperativo, e estudava no colégio Teodoro Sampaio. Agora vem um policial aí e atira em qualquer um que está na rua. Acertou em meu filho. Perdi meu filho. Não era para perder ele, nem ninguém”, disse Maurício Menezes, pai da criança.
Em nota a PM, informou que os agentes do Grupo Operacional (PETO) da 40ª Companhia Independente (CIPM/Nordeste de Amaralina), foram recebidos com disparos de armas de fogo ao chegarem ao local.
Ainda segundo a corporação, o menino estava no grupo de homens armados. Ele foi levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu.
Familiares do garoto contam que na ocasião não houve troca de tiros e que o adolescente, nem sequer estaria com grupo e armado na hora do crime.
“Mais um na estatística. A polícia militar fala na mídia que morreu um adolescente no confronto. Que confronto? Confronto com quem? Porque não tinha ninguém, não tinha ninguém. Ele atirou por atirar. Chegaram atirando e matou meu filho. Isso é confronto? O meu filho não estava armado e nem em grupo, por acaso para poder levar um tiro?”, disse a mãe, Joselita  Silva.

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