Em carta, advogados do PT fazem apelo para que Wagner mantenha candidatura ao governo

Em carta obtida por este Política Livre no início da tarde desta segunda-feira (28), advogados do PT fazem um apelo para que o senador Jaques Wagner (PT) mantenha a sua candidatura ao governo do Estado para a sucessão de Rui Costa (PT).
A possível desistência de Wagner veio depois de Otto Alencar declarar que aceitaria entrar na corrida pelo governo. O senador participou de reunião com a bancada baiana do PSD no Congresso. Ele foi incentivado pelos correligionários a concorrer em outubro. Com o arranjo, o vice-governador João Leão (PP) deve assumir o Executivo baiano a partir de abril, quando Costa terá de renunciar para disputar o Senado. O PP articula indicar a vice na chapa de Otto Alencar.
“Na contramão e resistência ao cenário nacional, a Bahia, governada pelo Partidos dos Trabalhadores e Trabalhadoras, liderados por Wagner e Rui, com todo arco de alianças, vem implementando um conjunto de políticas públicas no Estado diminuindo as desigualdades sociais, combatendo a pandemia, realizando obras estruturantes, mesmo sem aporte de recursos do governo federal”, diz o comunicado.
“Nesse cenário, o Congresso Estadual do PT da Bahia decidiu pela importância da candidatura de Jaques Wagner como líder necessário ao enfrentamento à atual conjuntura de ataque à democracia, à consolidação do avanço nas conquistas sociais dos nossos governos e apoio à disputa no cenário nacional, que envolve a recondução do nosso presidente Lula à Presidência da República”, continua.
O grupo reconheceu como “oportuna e acertada a posição política manifestada pelo Diretório Municipal do PT de Salvador que defende o processo coletivo de decisão por meio das instâncias de direção e de organização da militância petista”.
POR UMA BAHIA DE TODAS AS LUTAS
Estamos num momento muito difícil do cenário político, econômico e social no nosso país.
Desde 2013 que setores de direita e ultradireita vem se consolidando no país e, na esteira do
conservadorismo, vimos hoje o Brasil chegar a 14 milhões de desempregados, mais de 30
milhões abaixo da linha da pobreza e direitos sociais, civis e humanos sendo a cada dia retirados
do povo brasileiro.
Na contramão e resistência ao cenário nacional, a Bahia, governada pelo Partidos dos
Trabalhadores e Trabalhadoras, liderados por Wagner e Rui, com todo arco de alianças, vem
implementando um conjunto de políticas públicas no Estado diminuindo as desigualdades
sociais, combatendo a pandemia, realizando obras estruturantes, mesmo sem aporte de
recursos do governo federal.
Nesse cenário, o Congresso Estadual do PT da Bahia decidiu pela importância da candidatura de
Jaques Wagner como líder necessário ao enfrentamento à atual conjuntura de ataque à
democracia, à consolidação do avanço nas conquistas sociais dos nossos governos e apoio à
disputa no cenário nacional, que envolve a recondução do nosso presidente Lula à Presidência
da República.
Neste sentido:
1 – Consideramos que o PT deve atuar de forma articulada e transparente na condução do
processo de sucessão do governo na Bahia, tendo como líderes o Senador Jaques Wagner e o
governador Rui Costa.
2 – Nesse sentido, reconhecemos como oportuna e acertada a posição política manifestada pelo
Diretório Municipal do PT de Salvador que defende o processo coletivo de decisão por meio das
instâncias de direção e de organização da militância petista;
3 – Saudamos as diversas iniciativas de Diretórios Municipais, estaduais, de movimentos e
categorias sociais e da militância que tem se manifestado em favor da manutenção da
candidatura de Jaques Wagner, bem como, de construção coletiva deste processo;
4 – É fundamental que o processo decisório sobre nossa tática eleitoral passe pelas instâncias
partidárias, sendo respeitadas todas as opiniões das tendências; 5 – É preciso que a direção
partidária constitua canais de diálogo e escuta da militância petista, evitando que questões
sobre nossa tática eleitoral sejam tão somente comunicadas apenas – ou primordialmente – pela
imprensa;
5 – O PT deve liderar uma agenda de debate programático em nível estratégico recuperando os
acúmulos teóricos e práticos produzidos nas experiências petistas de mobilização social e de.
governos, com destaque para a defesa da democracia, da participação popular, da luta contra a
precarização do trabalho e pela inclusão social considerando a necessária articulação das
dimensões de gênero, raça, classe e outras formas de opressão.
Diante disso, reafirmamos a manutenção da decisão coletiva do último congresso sobre a
importância e manutenção da candidatura do ex-governador Jaques Wagner e do diálogo com
a militância sobre as condições necessárias ao enfrentamento à atual conjuntura de ataque à
democracia
PT de Todas as Lutas – Tendência Interna do PT.
Crédito política livre




