Politica

Após acordo, plano de cultura é aprovado na Câmara de Vereadores com termo LGBTQIA+

Ao todo, foram apresentadas 35 emendas, das quais 12 foram acatadas

A Câmara de Vereadores aprovou nesta quarta-feira (15) o Plano Municipal de Cultura, instrumento que prevê o planejamento e a execução de políticas públicas na área pelo período de dez anos. A votação ocorreu após um acordo aceito pela bancada cristã, que até então pedia a exclusão do termo “cultura LGBTQIA+” da redação final da proposta.

Os votos contrários foram dos vereadores Alexandre Aleluia (DEM), Cátia Rodrigues (DEM), Anderson Ninho (PDT), Júlio Santos (Republicanos) e Isnard Araújo (PL).

Para que houvesse consenso, o relator do texto, vereador Sílvio Humberto (PSB), acatou uma emenda da vereadora Débora Santana (Avante) para que a denominação “cultura gospel” passasse a constar no bojo da proposta. O trecho em questão assegura apoio à realização de eventos voltados a cultura cristã/gospel.

Ao todo, foram apresentadas 35 emendas, das quais 12 foram acatadas.
Na discussão em plenário, o vereador Isnard Araújo (PL) chegou a apresentar um texto substitutivo ao relatório de Humberto. Ligado à Igreja Universal, ele disse não reconhecer a “cultura LGBTQIA+”, a qual afirmou respeitar como “orientação sexual”.

Alexandre Aleluia, por sua vez, disse que não votaria a favor do que chamou de “segregação”.

Em um discurso em defesa da democracia, Sílvio Humberto criticou a demora para a votação do plano, mas afirmou que o Legislativo vive um “momento histórico”. “Quando o fundamentalismo entra, o diálogo desaparece. Isso fere de morte a democracia, e isso nós temos que nos cuidar. Cada vereador e vereadora que aqui está precisa ter o cuidado com essa chamada democracia. Essa capacidade de ouvir, de escutar e, acima de tudo, a capacidade de diálogo”, declarou.

“Nós não podemos ter, numa Casa como essa, uma Casa que exclui. Essa Casa tem o papel de incluir as pessoas, de reconhecer as diferenças. E as nossas diferenças não podem ser mais nas dores e nas desigualdades. Nossas diferenças têm que ser vistas e entendidas para que possamos construir pontes, para, no mínimo, mitigar os seus efeitos. E o Plano Municipal de Cultura fez esse exercício”, acrescentou Humberto.

Em tramitação no Legislativo soteropolitano desde junho, o Plano Municipal de Cultura é de autoria do Executivo municipal e foi construído com participação de técnicos da prefeitura, sob coordenação da Fundação Gregório de Mattos.

Entre outros dispositivos, a proposta lista 10 diretrizes, 13 objetivos, 29 metas e mais de 260 ações a serem implementadas no período.

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