Politica

Após 5 horas de buscas, PF deixa gabinete de deputado na Câmara

PGR apura indícios de crimes cometidos por Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA)

deixaram por volta das 10h50 desta segunda-feira (16) o prédio da Câmara dos Deputados, em Brasília, após mais de cinco horas de operação de busca e apreensão no gabinete do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

 

Os policiais federais deixaram o local levando uma maleta. Agentes da Polícia Federal ta e um malote grande com o material apreendido. Os agentes, que chegaram por volta de 5h30, saíram da Câmara em dois carros descaracterizados.

 

A ação no gabinete do deputado foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendendo a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

 

A Procuradoria investiga a ligação do parlamentar com os R$ 51 milhões encontrados, no mês passado, em um apartamento em Salvador (BA) que estava emprestado para a família Vieira Lima.

 

O parlamentar é irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, acusado pela PGR de participar de um esquema de desvio de verbas públicas em empresas estatais como a Caixa Econômica Federal.

 

Durante a operação em setembro, a PF também encontrou uma fatura em nome de uma funcionária do deputado. No depoimento prestado à PF, o dono do apartamento, Silvio Antônio Cabral da Silveira, disse que foi Lúcio quem pediu o imóvel emprestado e que o fez em nome da amizade com o parlamentar.

 

Em 13 de setembro, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, decidiu remeter ao Supremo a investigação relacionada ao deputado. Conforme a Constituição, congressistas têm foro por prerrogativa de função e só podem ser alvo de inquéritos criminais que tramitem na Corte.

 

Aos 54 anos, Lúcio Viera Lima está em seu segundo mandato como deputado federal. Ele é vice-líder da bancada do PMDB na Câmara.

 

O R7 busca contato com a assessoria do parlamentar por telefone e mensagens de celular desde o início da manhã, mas não recebeu resposta até a publicação desta notícia.

Fonte Estadão

Foto Divulgação

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