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Subúrbio Ferroviário e Valéria lideram casos de abusos sexuais infanto-juvenil em Salvador

Em 2020, violência sexual ocupou o primeiro lugar no tipo de violência sofrida pela faixa etária de 1 a 4 anos, com 314 casos

A prefeitura de Salvador lançou nesta sexta-feira (29) uma campanha de combate ao abuso e exploração sexual infanto-juvenil. As ações, elaboradas para sensibilizar, orientar e capacitar a população em geral, vão se concentrar principalmente na região do Subúrbio Ferroviário e em Valéria, uma vez que os dois territórios registraram o maior número de abusos a crianças e adolescentes na capital baiana.

“Ao longo do ano, fazendo esse levantamento, em Salvador, das violências que acontecem com crianças e adolescentes por territórios, a gente percebe que existem várias violências, e os territórios onde mais coincidem violências, tanto abuso quanto outros, foram Subúrbio e Valéria”, diz a coordenadora de Políticas para a Infância e Adolescência, Dinsjani Pereira.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) ainda está fechando o levantamento do número de casos ocorridos em 2021. Em 2020, a violência sexual ocupou o primeiro lugar no tipo de violência sofrida pela faixa etária de 1 a 4 anos, com 314 casos, e o segundo lugar para as faixas de 5 a 9 anos (361) e de 10 a 14 anos (665). Para os menores de um ano, foram 54 casos — o terceiro tipo de violência para esta faixa.

Durante a pandemia, no entanto, esses números aumentaram. “Principalmente nesse primeiro semestre de 2021. Até porque historicamente as violências com mulheres, crianças e adolescentes são domésticas. Então, os casos de crianças e adolescentes abusadas aumentaram, porque as pessoas começaram a denunciar mais, apesar de ter uma subnotificação também”, diz Dinsjani.

Salvador possui uma população estimada em 2.886.698 habitantes, segundo levantamento do IBGE em 2020, sendo 830.044 de crianças e adolescentes (28,8%).

“São quase 1 milhão de crianças e adolescentes, a gente tem que criar uma força tarefa de cuidados. Cada vez mais, ter um olhar especial para esse público, principalmente agora nesse pós pandemia, porque as pessoas estão nas ruas, voltando aos ambientes escolares…”, afirma a coordenadora de Políticas para a Infância e Adolescência.

De acordo com a Cartilha do Maio Laranja, divulgada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, nesta semana, foram registradas mais de 100 mil denúncias de violações de Direitos Humanos contra crianças e adolescentes em 2021. Dessas, 18.681 foram denúncias de violências sexuais tendo como vítima o público infanto-juvenil.

O município optou por fazer, neste mês de maio, uma campanha com as comunidades, mas reforçou a necessidade de treinar e capacitar os profissionais que atendem essas violações.

Coordenada pela SPMJ, a ação integrada é formada pelo Grupo Intersetorial de Trabalho de Políticas Públicas para Crianças, Adolescentes e Jovens, composto por secretarias municipais, Defensoria Pública, delegacias, Ministério Público e sociedade civil. Durante o mês de maio, acontecerão exposições, formação de redes em hotéis, motéis, comunidades, órgãos públicos, praias, além de eventos na Arena Aquática e Arena Gamer. Na Semana do Brincar, realizada entre os dias 21 e 29, grupos infanto-juvenis visitarão o Jardim Botânico, Parque dos Dinossauros e Subúrbio 360.

Créditos: Metro1

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