Politica

Prefeito cobra esclarecimentos sobre distribuição da Sputnik V para Salvador

Bruno Reis diz que quer saber se imunizantes serão distribuídos conforme repasse do governo federal ou estadual

O prefeito de Salvador Bruno Reis (DEM) revelou hoje (16), em uma coletiva de imprensa transmitida virtualmente, que ainda há “dúvidas a serem esclarecidas” em relação à logística da Sputnik V, vacina contra a Covid-19 produzida pelo Instituto Gamaleya na Rússia, comprada pelo governo da Bahia.

O contrato para a compra de 9,7 milhões de doses do imunizante russo foi formalizado entre o Governo da Bahia e o Fundo Soberano Russo. A formalização da compra, com a assinatura do contrato, aconteceu na tarde de ontem (15), através de uma reunião virtual. O primeiro lote com doses do imunizante chegará à Bahia no mês de abril.

Segundo o gestor da capital baiana, caso as doses tenham sido adquiridas pela Programa Nacional de Imunizações (PNI), a organização e distribuição das novas vacinas seguirá da forma que acontece atualmente, em todo o país. “Primeiro, precisa ficar claro: se essas doses foram adquiridas pelo governo da Bahia e ficarão aqui ou se essas doses vão para o PNI. Se essas doses forem para o PNI, é a mesma sistemática que está aí. Ou seja: é distribuída para todo o Brasil e Salvador vai receber na proporção de cada público”, afirmou.

Por outro lado, o prefeito explica que se a Sputnik V foi comprada de forma independente, o método de distribuição pode se adequar a definições próprias da Bahia. “Se ela for paga pelo governo do estado e ficarem aqui – as quase dez milhões de doses – aí o estado pode definir quais são os públicos prioritários, dividir na proporção dos municípios e distribuir”, disse o prefeito.

Para complementar, o secretário de Saúde municipal, Leo Prates, reforçou que a organização e distribuição das vacinas russas dependem dos recursos que serão utilizados para a ação. Caso seja o valor enviado pelo governo federal, a decisão será discutida com a Comissão Intergestores Bipartite (CIB).

“Depende da utilização de recursos. Se ele [Rui Costa] utilizar recursos específicos de combate à covid, como por exemplo, nós [Salvador] recebemos dez milhões do governo federal e o governo do estado, 44 milhões. Se ele utilizar isso para comprar, tem que passar pela CIB, mas nós, logicamente, não colocaremos nenhum óbice”, acrescentou Prates.

Fonte: Metro1

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