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Paralisados, rodoviários consideram greve geral: ‘prefeito precisa aumentar frota’

Categoria afirma que a prefeitura de Salvador não cumpriu parte de um acordo que envolve direitos trabalhistas

Os rodoviários estão paralisados desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (20), sob a justificativa de que o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), descumpriu um acordo firmado com a categoria. Ao todo, 60 linhas das operadoras OT Trans e Plataforma não deixaram as garagens.

Vice-prefeito do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo diz ao Metro1 que a expectativa é de que os coletivos retornem às ruas a partir das 8h, após uma assembleia que eles realizam na garagem da empresa Plataforma, no subúrbio ferroviário – mas não descarta uma greve na próxima semana. O representante diz que os trabalhadores dão sinais há dias, a exemplo da manifestação em frente à Estação da Lapa, a maior da capital.

“O prefeito precisa aumentar a frota de ônibus, não há condições de operarmos do jeito que está. Alta de casos [de Covid-19], ônibus lotados, trabalhadores e população em risco. Quando as aulas retornarem, vai piorar”, argumenta ele, ao detalhar os números. Antes da pandemia, a cidade operava 2,4 mil ônibus, atualmente, são 1,7 coletivos, critica Fábio.

Ele ressalta que os trabalhadores têm 13ª salários atrasados e direitos como plano de saúde e férias negligenciados. “O prefeito se comprometeu a vender os terrenos [da CSN] para regularizar os pagamentos, mas nada foi feito. Não descartamos a greve geral”.

Além dos pontos referentes às normas trabalhistas, Bruno Reis assegurou aos rodoviários, lembra Primo, o aproveitamento das linhas da extinta Concessionária Salvador Norte e dos mais de 2 mil funcionários que nela trabalhavam por meio do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda).

Créditos: Metro1

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