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Odebrecht e Camargo Corrêa disputam obra de R$ 430 milhões no metrô de Salvador

Após cinco anos desde o início da Operação Lava Jato, três das maiores empreiteiras envolvidas no escândalo travam uma batalha por um contrato de R$ 430 milhões para realizar a extensão da linha 1 do metrô de Salvador.

A briga pela licitação esquentou nos últimos dias, quando Odebrecht e Camargo Corrêa apresentaram recursos administrativos questionando a habilitação da Queiroz Galvão, atual vencedora da concorrência.

A Camargo havia sido a primeira colocada na competição, com o menor preço, mas foi desclassificada pela comissão de licitação no início de fevereiro.

O motivo foi problemas no balanço financeiro de uma das empresas que integram o consórcio da Camargo, a TSEA (Transformadores e Serviços de Energia das Américas). Segundo a comissão, a companhia não atenderia exigências de boa situação financeira definidas no edital.

A Camargo, que diz que sua inabilitação foi fruto de um equívoco, já entrou com uma representação no TCU (Tribunal de Contas da União) pedindo a suspensão provisória da licitação até que sua situação seja analisada.

A licitação, lançada no fim do ano passado pelo governo baiano, prevê uma ligação de cerca de cinco quilômetros até a região de Águas Claras, em Salvador. O orçamento inicial, estimado em R$ 786,9 milhões, chegou a ter propostas com mais de 45% de desconto.

No entanto, a atual vencedora, a Queiroz Galvão, é acusada de não atender aos requisitos econômico-financeiros do edital.

Suas concorrentes no certame afirmam que a empresa incluiu de forma equivocada em suas demonstrações financeiras de 2017 um valor de R$ 469 milhões de contas a receber, referentes a processos judiciais que ainda não transitaram em julgado -ou seja, que ainda poderiam ser revertidos na Justiça.

As informações são do Radar Bahia

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