Esporte

Bahia enfrenta o Grêmio em busca de semifinal inédita na Copa do Brasil

Uma parceria no caminho certo e com perspectivas de grandes feitos. Esse é um retrato da relação entre Roger Machado e o Bahia. Com bons números na atual temporada e um passado vitorioso em suas respectivas histórias, a união dos dois chega em um momento crucial: a hora de mostrar que estão prontos para dar um salto de patamar na carreira, no caso do treinador, e retomar os tempos de glória, no caso do clube.

E o dia da prova de fogo é justamente nesta quarta-feira, 17, às 19h15, na Arena Fonte Nova, no jogo de volta contra o Grêmio, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Como a primeira partida, na Arena do Grêmio, acabou empatada em 1 a 1, um simples triunfo garante o vencedor na semifinal. Um novo empate leva o duelo para a disputa de pênaltis.

Com um histórico recheado de títulos na época de jogador – quatro taças da Copa do Brasil, sendo três pelo Grêmio e uma pelo Fluminense, além de Campeonato Brasileiro e Libertadores, entre outra conquistas –, Roger Machado ainda tenta se firmar no alto escalão dos técnicos brasileiros.

Mesmo tendo treinado grandes equipes do futebol nacional – Grêmio, Atlético-MG e Palmeiras –, Roger ainda não conseguiu conquistas importantes à beira do gramado. No currículo, constam apenas dois títulos estaduais, sendo um pelo Galo e outro pelo Bahia.

O último título de importância do comandante tricolor foi como jogador, em 2007, quando atuava pelo Fluminense. Coincidentemente, ele era treinado pelo adversário desta noite: Renato Gaúcho. Na ocasião, o Tricolor carioca enfrentou o Figueirense. Após o empate em 1 a 1 no jogo de ida, o Fluminense venceu o jogo de volta, no Orlando Scarpelli, por 1 a 0, com gol de Roger. Tento este que garantiu o título ao time do Rio de Janeiro.

“Jogo decisivo é concentração total, foco total. Mínimo de desconcentração pode provocar erros que não se pode corrigir. Decisões são pautadas por isso. Ganhei quatro [Copas do Brasil], mas perdi outras 15. Todas têm um gosto amargo. Espero que essa decisão tenha um final feliz, marcando história no clube, com uma classificação inédita dessa competição que a gente tanto almeja”, falou Roger.

Importância para o Bahia

E essa ‘fome’ de Roger Machado pelo primeiro grande feito na carreira de treinador casa perfeitamente com as novas pretensões do Bahia. Organizado financeira e administrativamente, e com um elenco competitivo, o Tricolor tenta acabar com um jejum de títulos nacionais que já dura 31 anos.

Exemplo fora de campo, como em questões sociais e boa gestão, ainda faltam ao Bahia conquistas relevantes no gramado. As campanhas no Brasileirão – a 11ª colocação na edição passada foi a melhor da história –, ainda são aquém do esperado, assim como na Copa do Brasil e Sul-Americana, o que impacta diretamente no sonho da Libertadores.

Mas, para isso, o Esquadrão também precisa, antes, de um feito até aqui inédito: avançar para as semifinais da Copa do Brasil, um ‘território’ ainda desconhecido para o Bahia e para a nação tricolor.

Uma classificação hoje, diante do Grêmio, seria um grande passo para as ambições pessoais e coletivas desse relacionamento entre Bahia e Roger Machado. Estar entre os quatro melhores da Copa do Brasil reforçaria o bom planejamento do Tricolor e a decisão acertada entre a diretoria e o treinador na formação dessa parceria. Além de dar à cúpula diretora do Esquadrão a certeza de estar trilhando o caminho certo.

É também uma oportunidade de enterrar, de uma vez por todas, o passado recente do clube, quando passeou pelas séries B e C, ficando por sete anos consecutivos fora da elite do futebol brasileiro.

“Hoje temos um momento muito bom na temporada, podendo marcar história na vida do clube. Se puder contar com todos, as nossas forças estarão consolidadas. Nosso grupo é muito competitivo e está imbuído de muita motivação para esse confronto”, comentou Roger Machado.

Avisado de que os ingressos para a partida haviam sido esgotados pela torcida do Bahia – cerca de 45 mil garantidos –, Roger Machado comemorou o apoio dos torcedores. “Lindo ouvir isso. Mais de 40 mil vozes, corpos e almas ajudando”.

Recuperado da entorse no tornozelo, Nino está liberado para jogar e deve começar a partida no time titular. “Supernino!”, disse Roger.

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