Casa de adolescente trans de 12 anos é invadida e apedrejada após vítima reivindicar uso de nome social
O adolescente trans tem sofrido violências desde que recebeu apoio da mãe e exigiu ser chamado pelo nome social
As reivindicações de um adolescente transgênero de 12 anos terminou com sua casa invadida e apedrejada, no município de Poções, no sudoeste da Bahia. Segundo o G1, a família da vítima informou que o menino virou alvo dos ataques desde que recebeu apoio da mãe e exigiu ser chamado pelo nome social no colégio onde estuda.
Ainda conforme os relatos, a própria instituição de ensino também se recusou a chamar o adolescente pelo nome.
O caso tem sido acompanhado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) desde o dia 31 de maio. De acordo com a publicação, o órgão foi informado sobre uma possível violação aos direitos do um adolescente e que oficiou, no dia 1° de junho, a Secretaria Municipal de Educação para que o órgão informe, no prazo de dez dias úteis, quais medidas foram adotadas para a proteção do adolescente.
Além disso, foi questionado à secretaria se já expediu alguma orientação às escolas para que seja adotado o nome social dos estudantes.
O MP-BA ressaltou que as violências contra o adolescente também foram incentivadas por um pastor da cidade baiana. O homem estaria propagando transfobia e ódio à vítima. Todavia, o órgão garantiu que vai apurar eventuais condutas ilícitas e criminais que tenham sido cometidas contra o adolescente.
Ainda de acordo com o MP-BA, investigações estão sendo feitas para a identificação dos autores.




