Conselho Tutelar pode fechar as portas por falta de infraestrutura em Salvador
Unidade do bairro da Federação funciona de forma precária. No local falta luz e não há telefones, procedimentos são feitos à mão.

O Conselho Tutelar do bairro da Federação, em Salvador, está ameaçando fechar as portas por falta de infraestrutura. No local, os conselheiros atendem a comunidade de forma precária, e até o momento estão aguardando a chegada de seis computadores novos, prometidos pela Prefeitura.
Os Conselhos Tutelares, além de atuar na garantia dos direitos humanos de crianças e adolescentes, aplicando as medidas de proteção estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente, acolhem e encaminham crianças e adolescentes em situação de risco.
Em Salvador, conflitos familiares lideram os casos que chegam ao órgão, seguidos de adolescentes envolvidos com drogas e crianças vítimas de violência física. “Nós contamos com o apoio de outros órgãos aos quais atuamos em rede de proteção. Esse encaminhamento é feito com muito sigilo, em proteção da própria criança e adolescente”, disse Leu Brasil, coordenador do Conselho Tutelar da Federação.
O local atende 43 comunidades e parte do atendimento é feito no escuro devido a um problema na instalação elétrica. Na recepção, claridade só a que vem da rua. Os cinco conselheiros do local estão incomunicáveis porque os telefones da unidade estão quebrados e a internet é de baixa velocidade. Os computadores do órgão estão quebrados a cerca de um ano. A sede não tem ar-condicionado e os ventiladores estão parados, o mato cresce nos fundos, o que aumenta o perigo.
A unidade que funciona dentro do Centro Social Urbano (CSU), não tem efetivo da guarda municipal, por conta disso o horário de funcionamento reduzido e os atendimentos vai até as 17h, os conselheiros alegam dificuldades para realizarem audiências com as famílias, temendo serem agredidos.
Por conta de falta de estrutura, todo o processo é feito à mão e isso requer tempo. A agilidade que é para o conselheiro ter no atendimento deixa de existir. “A gente não sabe até que ponto vai segurar o Conselho Tutelar da Federação aberto, porque a gente entende que não há condição nenhuma de atender a grande demanda”, afirma Leu Brasil.
O Informe Salvador entrou em contato com a Semps, para comentar as denúncias, porém até o fechamento desta matéria, não obtivemos reposta.
Às informações são do InformeSalvador
Fotos: InformeSalvador




