Em meio a pandemia, dengue, chikungunya e zika também preocupam moradores do Nordeste de Amaralina

Em tempos de pandemia, com todas as atenções voltadas ao combate do novo coronavírus, outras viroses acabam sendo esquecidas, mas não deixam de aparecer nos prontuários médicos. A chikungunya, por exemplo, cresceu 831,4%. Foram 159 casos no do dia 1º de janeiro até 7 de abril de 2019, contra 1.481 notificações no mesmo período desse ano. Para dengue e zika, o aumento foi menor, mas também expressivo: 323% e 372%, respectivamente. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS).
Diversos moradores dos bairros da Santa Cruz, Chapada do Rio Vermelho, Vale das Pedrinhas e Nordeste teve ou está com os sintomas de alguma dessas doenças. A moradora da Rua Sucupira (Santa Cruz), Rita Maria Nascimento de Oliveira, se recupera das fortes dores no corpo e febre, causado pela chikungunya.
“Sinto muita dor na articulação, muita febre e não consigo andar direito”, contou.
A situação se repete com outros moradores da região do Nordeste de Amaralina. Apesar desse cenário, terrenos abandonados e cheios de sujeira alastram-se pela comunidade.
É o que reclamaram dois moradores dos bairros da Santa Cruz /Nordeste. A cuidadora de idosos, Jéssica da Luz, convive com o que chamou de “terreno abandonado” Rua Francisco Sales. O terreno do vizinho é extenso, sujo, com lixo, água e ainda tem um carro abandonado e fica próximo à casa onde vive.
“Sou morador aqui da Rua Antônio Vidal da Cunha, olha a situação desta residência abandonada, aqui moram várias famílias, a vizinha está ciente dessa situação, mas não faz nada. A casa abandonada, cheio de dengue, cheio lixo e entulhos, de água parada e muito mais, não dá pra viver com essa situação mais, dá uma olhada aqui, pedimos ajuda”, disse.

Conforme explicou Thais Andrade, vizinhos já foram diagnosticados com a doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti.
Os Moradores de Salvador que quiserem denunciar possíveis focos do mosquito Aedes Aegypti, terão que se comunicar com a Prefeitura de Salvador através do número de telefone 156. O canal telefônico é utilizado para o recebimento de denúncias de prováveis focos do mosquito.



